JUNDIAÍ: Em Jundiaí, postos já registram alta nos preços do combustível

Fonte: Jornal de Jundiaí
O preço dos combustíveis voltou a subir nos postos de Jundiaí no início deste ano, registrando aumento de 0,85% no valor da gasolina e 2,95% no Diesel, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O primeiro reajuste do ano, feito pela Petrobras, aconteceu no dia 11 de janeiro. De acordo com o gerente de um posto de combustível na avenida Nove de Julho, Sérgio Sartoro, o maior aumento registrado foi da gasolina. "No posto, os preços aumentaram no dia 12 de janeiro. A gasolina subiu de R$ 6,39 para R$ 6,49, o etanol ainda está estável por conta das condições climáticas e deve registrar queda nos próximos dias", explica o gerente do posto.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Recap), Flávio Campos, a alta do dólar é a grande vilã do aumento de preços do combustível. "A alta do dólar e o valor do barril de petróleo são os principais contribuintes para os reajustes da Petrobras e os postos de combustíveis refletem este aumento", afirma Campos.
PREÇOS
Segundo pesquisa feita pela ANP entre os dias 16 e 22 de janeiro, o preço da gasolina estava variando de R$ 5,99 a R$ 6,59 nos postos do município. A variação do etanol era de R$ 4,59 a R$ 5,09. E do diesel, de R$ 5,29 a 5,64.
De acordo com o frentista de um posto no Jardim Brasil, Samuel dos Reis Moreno, de 32 anos, o reajuste ainda não foi repassado no posto em que trabalha, mas acredita que deve acontecer nos próximos dias. "No posto, o litro da gasolina comum está R$ 6,29, o etanol, R$ 4,69 e o Diesel, R$ 5,59. Os consumidores ainda optam por encher o tanque por ser mais viável e a maior procura é pela gasolina, por render mais que os outros combustíveis", afirma o frentista.
GASTOS
EXCESSIVOS
Quem sente os impactos dos reajustes no bolso são os consumidores. De acordo com a atendente Ana Caroline Silva de Morais, 36 anos, o gasto com combustível é em torno de R$ 600 por mês. "Uso o carro no dia a dia para tudo, trabalhar, levar os filhos para a escola e ir ao mercado. Para tentar economizar, precisei cortar algumas regalias e gastos, além de optar pelo etanol devido ao preço da gasolina", diz Ana.
Mesmo com os reajustes constantes no preço da gasolina, o engenheiro industrial Sander Santiago, de 40 anos, ainda opta pelo combustível. "Usa o carro cotidianamente para ir e voltar ao trabalho e gasto cerca de R$ 600 de combustível por mês. Eu ainda opto pela gasolina pela durabilidade ser maior", afirma Santiago.
O último ajuste nos preços aconteceu em dezembro do ano passado, quando a Petrobras promoveu uma redução no valor da gasolina de 3,13%, a primeira queda desde 12 de junho.
(Da Redação)


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