CASO LARA: DIG ainda aguarda resultados de cinco laudos do caso Lara

Fonte: Jornal de Jundiaí
CAMPO LIMPO PAULISTA - Um dos mais aguardados é o do carro do principal suspeito, onde foi detectada a presença de sangue
Pelo menos cinco laudos periciais ainda são aguardados pela Polícia Civil sobre o caso da menina Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos, morta com pancadas na cabeça, em Campo Limpo Paulista, no dia 16 de março. Os resultados, segundo o delegado Rafael Diorio, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Jundiaí, ajudarão a amarrar algumas pontas sobre as investigações e, possivelmente, até mesmo poderão corroborar os indícios de autoria de um suspeito já identificado e com mandado de prisão expedido.
Um dos laudos mais aguardados é do carro do principal suspeito. A Perícia Técnica achou vestígios do que aparentava ser sangue no porta-malas do veículo, que está apreendido. A quantidade de sangue, apesar de pouca, foi detectada pelo luminol, que é essencial durante as investigações policiais, já que ele auxilia a perícia forense a verificar a existência de rastros sanguíneos que podem indicar o local do crime ou até mesmo a passagem da vítima ferida. "O luminol detectou sangue no porta-malas do carro e o resultado pode nos ajudar bastante", diz Diorio.
Se for de Lara, a Polícia terá certeza de que a menina foi, de fato, colocada no carro.
As investigações também aguardam o resultado do exame sexológico, que deverá apontará se a criança sofreu estupro e se foi cometido pelo suspeito. "Fato é que, quando o resultado sair, não poderei informar o resultado, porque caso corre em segredo de Justiça. Mas são laudos importantes e que nos ajudarão", disse. Alguns dos laudos podem levar até meses para ficarem prontos.
Por ora, a perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico causado por agente contundente. O laudo apontou que a menina sofreu quatro golpes na cabeça, possivelmente com objetos como um martelo ou picareta.
"Por enquanto, temos um suspeito de envolvimento no crime, com mandado de prisão já expedido e ele é considerado foragido", comentou.
O suspeito é um homem identificado através de câmeras de monitoramento de casas e comércios de onde ela morava e onde ela foi até a uma mercearia, local em que foi vista pela última vez.
O CASO
No dia 16 de março deste ano, a menina Laura desapareceu após ter saído de sua cada, no bairro Santana, para ir a uma mercearia não muito distante de sua casa, para comprar refrigerante. Após algum tempo, os pais passaram a se preocupar, já que ela estava demorando mais do que o normal, e foram até a mercearia.
No local, eles foram informados que ela havia estado lá, mas que tinha saído já há algum tempo.
Os pais pediram ajuda a amigos e parentes para espalhar as fotos da menina nas redes sociais e em pouco tempo já havia milhares de postagens e compartilhamentos nas redes sociais. Apesar do empenho popular, porém, Lara não foi encontrada viva. O corpo foi achado em uma área de mata na divisa com Franco da Rocha, três dias depois do desaparecimento.




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