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CAMPO LIMPO PAULISTA: Redes sociais são usadas como palco de vitimismo e acusações

28 de jul. de 2023
3 min de leitura

Atualizado: 28 de jul. de 2023





Fonte: Campola News


Ocupação irregular em área da CPTM em Campo Limpo Paulista. Veja no texto abaixo o cronograma desse assunto que tomou as redes sociais nos últimos dias.




VÍTIMA OU VILÃO?


Redes sociais são usadas como palco de vitimismo e acusações Leontino Pereira, proprietário da marmitaria e lanchonete“Léo Texas”, oculta irregularidades e recorre a revanchismo


Em Campo Limpo Paulista, o mês de julho chega ao seu fim com uma grande movimentação nas redes sociais após publicação de vídeos que envolvem figuras políticas e comerciantes locais. . Com a repercussão dos vídeos que foram publicados e distribuídos em plataformas como YouTube, Facebook e Whatsapp, outras informações começaram a circular e, a condição de vítima que Leontino buscou construir foi prejudicada pelos relatos que não sustentam a sua versão. Por receio de retaliação, as fontes não autorizaram a divulgação de seus nomes, mas detalharam fatos que revelam outras motivações para o caso.

A primeira fonte destacou o processo digital sob nº 1000852-21.2021.8.26.0115, aberto por despejo

por falta de pagamento acumulado. Na sentença, de 9 de agosto de 2021, Leontino foi condenado a deixar o

imóvel e pagar custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios de 10% sob o valor da condenação. No processo, Leontino alegou a impossibilidade de pagamento em virtude da pandemia, decretada pela ONU em março de 2020. Entretanto, os aluguéis não pagos já se acumulavam antes deste período conforme comprovação do proprietário. Em uma tentativa rejeitada pela Justiça, Pereira alegou, ainda, que não deveria deixar o imóvel pois o locador não teria como provar sua titularidade. A decisão judicial apontou que não houve comprovação da afirmação, o imóvel estava sendo usado para fins residenciais, embora o contrato definisse uso

exclusivamente comercial.


ENTENDA MELHOR


No primeiro vídeo, publicado no dia 24 de julho, pelo empresário Leontino da Silva Pereira, que

aparece ao lado da esposa Gisele Coelho Pereira, para relatar que estaria sendo perseguido pela Prefeitura de Campo Limpo Paulista.

A perseguição alegada por Pereira, refere-se a multa de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) que teria

sido aplicada por não cumprimento da orientação dada na entrega de notificação que apontava irregularidades no funcionamento do estabelecimento comercial que manipula alimentos para distribuição, uma vez que não é possível o consumo no local.

O empresário justifica que “só quer trabalhar”. Defende-se com o complemento de que não está

roubando e justifica que não sabe atuar em outra atividade para cuidar da esposa e do filho de cinco anos.


SUBIDA DE TOM


No dia 26 de julho, dois dias após o primeiro vídeo, o empresário aparece em uma segunda publicação

que busca justificar a manutenção da lacração pela Vigilância em Saúde, do estabelecimento comercial.

Neste segundo vídeo, Pereira avança no discurso e define como “corruptos”, imputa crime de roubo a

figuras públicas da cidade. Isso motivou registro de boletim de ocorrência por ações que agridem a imagem e ferem a honra dos envolvidos.


OCUPAÇÃO IRREGULAR


Uma vez despejado pelo processo citado acima, Leontino entendeu que poderia ocupar de modo

irregular uma área localizada na avenida Alfried Krupp, 369 que faz margem à linha férrea. Sobre esta ocupação, uma notificação extrajudicial foi entregue no dia 22 de julho de 2021. O documento foi elaborado pela Urbaniza Engenharia Consultiva Ltda., que é prestadora de serviços da MRS Logística S.A., concessionária da ferrovia.

Após dois meses, no dia 2 de setembro, a 2ª Vara do Foro de Campo Limpo Paulista expediu decisão

em favor da Prefeitura de Campo Limpo Paulista (processo nº 1002318-50.2021.8.26.0115). No documento, a justiça autorizou o embargo e lacração da obra, além de aplicação da multa diária de até R$ 50 mil em caso de descumprimento.


VERSÃO COMPROMETIDA


As decisões contrárias Justiça e o acúmulo de outros relatos como outras dívidas por aluguel em

imóvel na região do Jardim Santa Maria, além de não pagamento de carnes –mais de R$ 1 mil– utilizadas para produção de refeições, compromete a versão de Leontino quanto a alegação de “perseguição política”.






















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Em homenagem ao Fabiano Bizetto;

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