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TRANSPORTES 2025: ViaMobilidade orienta maquinistas a desligar motor de trens para economia de energia

12 de jan. de 2025
2 min de leitura

Medida é aplicada na Linha 8-Diamante e concessionária afirma ser uma medida para melhorar o atendimento aos passageiros



Willian Moreira


A ViaMobilidade definiu uma diretriz para uma economia de energia controversa inclusive entre os próprios funcionários que contestam a medida, o desligamento de um dos motores de cada trem durante a operação.


A determinação está presente em um “aviso” encontrado dentro de um trem da Série 7000 recentemente devolvido para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).


Conforme o documento, em um dos carros do trem, que possui oito, a tração é desligada e desta forma, uma economia de energia seria possível.


Para melhor entendimento, os trens da Série 7000 são da seguinte forma. Cada composição deste modelo é formada por dois trens de quatro carros (vagões) cada um.


Entretanto, para atendimento nos padrões metropolitanos do sistema de São Paulo, são dois trens acoplados formando um trem com oito carros, sendo quatro deles com sistema de tração, ou seja, que “puxam” o trem e o movimenta e outros quatro carros nomeados reboque, portanto, como o nome diz, rebocados no processo.


Quando a ViaMobilidade determina o desligamento de uma tração, significa de de quatro carros, tres vão funcionar, fazendo o trabalho, gerando a médio e longo prazo, um desgaste maior nos motores, sistemas de frenagem, e entre outros componentes, aumentando a possibilidade de falhas, gerando ou não impactos no atendimento aos passageiros.


Como a diretriz é interna da concessionária, fica impossível, ao menos com dados divulgados pela mesma, informações reais de uma eventual economia de energia ou não, e seus benefícios.


O que é fato, atualmente as linhas 8-Diamante e especialmente a 9-Esmeralda, não são auto suficientes em sistemas de energia como subestações e redundantes, necessitando um investimento nesta área.


Veja a seguir os documentos divulgados pelos perfis ComiteCPTM e ViaImobilidade.



Questionamos a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do Governo do Estado, que informou sobre essa medida adotada pela concessionária ser legal e válida, com a comissão que monitora as concessões não identificando impactos que prejudiquem o atendimento aos passageiros.


“A estratégia operacional de redução da quantidade de motores ativos nos trens é uma estratégia operacional válida e usual nas linhas de trens urbanos em São Paulo, dependendo das necessidades técnicas e operacionais de cada momento. Pontualmente, essa ação estava sendo utilizada em trens da série 7000 enquanto eles operavam na Linha 9-Esmeralda. Atualmente, com a chegada e operação dos novos trens adquiridos pela concessionária, essa estratégia não é mais utilizada. É importante ressaltar que a Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões (CMCP) acompanhou a implementação dessa prática e não identificou impactos negativos na operação ou segurança dos serviços prestados.”















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Em homenagem ao Fabiano Bizetto;

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