Justiça de SP mantém pena de 36 anos de prisão a casal por assassinato da menina Vitória Gabrielly

Bruno Oliveira e Mayara Abrantes foram condenados a 36 anos de prisão pela morte de Vitória Gabrielly, de 12 anos (Reprodução/TV Globo)
Fonte: Metroworldnews.com.br
Fernanda Borges
Crime ocorreu em junho de 2018, em Araçariguama, quando a criança saiu de casa para andar de patins
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um recurso da defesa para reduzir a pena do casal Bruno Oliveira e Mayara Abrantes, que foram condenados a 36 anos de prisão pela participação na morte da menina Vitória Gabrielly, em 2018, em Araçariguama, no interior paulista. O advogado que defende os réus, Clayton Wesley de Freitas Bezerra, disse ao site G1 que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a anulação do júri.
A menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, desapareceu no dia 8 de junho de 2018 após sair de casa para andar de patins. Na época, câmeras de segurança registraram a movimentação da criança pelas ruas de Araçariguama. No entanto, não retornou mais e seu corpo foi encontrado em um matagal oito dias depois.
Conforme a polícia, a vítima estava com os pés e as mãos atados e o corpo amarrado a uma árvore. Ela teria sido sequestrada e morta por engano por uma dívida de drogas no valor de R$ 7 mil.
A investigação resultou no indiciamento de Bruno e Mayara por homicídio doloso. Além do casal, o servente Júlio César Ergesse também virou réu no caso e foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão. Quarto envolvido no caso, Odilan Alves, que seria o mandante do crime, foi preso mas ainda aguarda o julgamento.
Já Bruno e Mayara tiveram seu julgamento no dia 9 de novembro do ano passado, quando foram condenados a 36 anos de prisão pelo homicídio, qualificado pelo sequestro e ocultação de cadáver.
Na ocasião, o juiz Flávio Roberto de Carvalho escreveu na decisão: “O castigo para a família [da vítima] é perpétuo. Só restará saudade e as flores no cemitério. O réu, dentro da lei de execução penal brasileira, uma das piores legislações do mundo, uma verdadeira celebração da impunidade conseguirá benefícios com o tempo”, disse o magistrado.
Relembre o caso
Vitória Gabrielly foi sequestrada após sair de casa para andar de patins. Após oito dias de buscas, seu corpo foi localizado em uma mata às margens de uma estrada de terra, no bairro Caxambu.
Após uma intensa investigação, a polícia efetuou a identificação e prisão de quatro suspeitos do crime. O primeiro a ser identificado e preso foi Júlio César Lima Egresse, que confirmou o envolvimento de Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges como sendo os autores do crime.
Bruno e Mayara foram contratados por um traficante de drogas da região para “dar um susto” na filha de um morador da cidade que possuía uma dívida de R$7 mil, mas acabaram sequestrando Vitória por engano e optaram por matá-la após a confirmação do engano.





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