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ELEIÇÕES 2026: Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo

há 20 horas
2 min de leitura

Fonte: G1


Letícia Dauer


Resultado foi confirmado pelo TRE às 19h30, quando Derrite tinha 30,72% dos votos e André do Prado, 29,38%.


Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo. O resultado foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às 19h30.


Com 99,99% das urnas apuradas, Derrite tinha 30,59% dos votos (13.271.916 votos) e André do Prado, 29,28% (12.701.161 votos). Já Simone Tebet (PSB) tinha 19,23% (8.342.013 votos) e Marina Silva (Rede), 18.12% (7.861.529 votos).


Desde o início da campanha, a disputa pelas duas cadeiras em jogo foi uma das mais acirradas da eleição paulista e se concentrou em dois grupos políticos.


De um lado, Derrite e Prado contavam com o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), integravam a chapa do presidente Lula (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT).


As pesquisas de intenção de voto refletiram o equilíbrio da disputa. Nos cinco levantamentos da Quaest encomendados pela Globo, Derrite liderou quatro, com índices que variaram de 12% a 25%. A exceção foi a pesquisa divulgada em 8 de setembro, quando Marina apareceu na primeira colocação.


O cenário foi diferente no Datafolha. Nas quatro pesquisas realizadas pelo instituto, Marina liderou três vezes. Derrite apareceu na primeira posição apenas no levantamento divulgado no sábado (3), na véspera da votação.


Ao contrário da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, que teve Tarcísio na liderança com vantagem confortável nas pesquisas durante toda a campanha, a disputa pelas duas cadeiras do Senado permaneceu aberta até os últimos dias.


Enquanto Marina e Tebet buscaram vincular suas candidaturas ao governo federal e ao discurso de reconstrução da base governista no Congresso, Derrite e Prado defenderam a eleição de uma bancada alinhada ao campo conservador e crítica ao governo federal.


Pela primeira vez, o g1 também promoveu um debate com candidatos ao Senado. Participaram do evento Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania), além de Marina e Tebet. Enquanto Prado e Derrite haviam confirmado presença, mas, horas antes do debate, desistiram.


Guerra na direita


Se a esquerda enfrentou dificuldades para conquistar espaço no eleitorado paulista, a disputa também provocou turbulência no campo conservador. A candidatura independente de Ricardo Salles (Novo) abriu uma frente de conflito dentro da própria direita e colocou em lados opostos dois ex-integrantes do governo Bolsonaro.


Durante a campanha, Salles concentrou ataques em André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), afirmando que o adversário não representava a direita, mas sim o "Centrão".


O ex-ministro chamava Prado de "filhote", "cria" e "pupilo" de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e dizia que ele se apresentava como conservador apenas para atrair votos do eleitorado bolsonarista.


As críticas extrapolaram o campo político e acabaram gerando disputas judiciais. Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenou Salles ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada e disseminação de conteúdo depreciativo contra Prado.


No mês seguinte, a corte determinou a retirada de vídeos publicados pelo candidato do Novo e aplicou nova multa, desta vez de R$ 5 mil, por divulgar informações consideradas falsas contra o presidente da Alesp.



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Em homenagem ao Fabiano Bizetto;

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