DESASTRE EM TEÓFILO OTONI: Espera para identificação traz angústia a parentes dos 41 mortos da BR-116

Exausta, Lucinalva Ribeiro Dias de 55 anos espera há 20 horas para reconhecer o corpo do irmão que vai ser velado na Bahia - crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
Fonte: Estado de Minas
Mateus Parreiras
Complexidade dos exames devido ao estado de destruição dos corpos pelo fogo e pelo acidente traz ainda mais sofrimento a quem viajou para liberar os corpos
"Não dormimos nada. Viemos de quatro irmãos, para ajudar a reconhecer o meu irmão mais rápido, tirar DNA e dar um alívio para a família. Está todo mundo esperando para o velório na Bahia. Mas não chamaram ninguém para o reconhecimento desde que chegamos, 5h (de domingo)". A voz pesada da lavradora Lucinalva Ribeiro Dias, de 55 anos, traz as marcas da tristeza e do cansaço dos parentes dos 41 mortos no desastre entre um ônibus, uma carreta e um carro, na madrugada do dia (21/12), na BR-116, em Teófilo Otoni.
No fim da manhã de domingo, os parentes que vieram de São Paulo, da Bahia e do interior de Minas Gerais reclamavam de não terem podido ainda ser levados para reconhecer os corpos. Mas muitos só poderão ser identificados após coleta de material genético dos pais, irmãos e familiares para comparativo.






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