CASO ACADEMIA: Funcionário que fez mistura química de piscina onde mulher morreu diz que recebia instruções por WhatsApp
- santistacleber
- há 8 horas
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Fonte: CBN
Klauson Dutra
Segundo a polícia, ele trabalha no estabelecimento há cerca de três anos como ajudante-geral.
O manobrista apontado como responsável pela piscina da Academia C4 Gym, onde uma professora morreu na Zona Leste de São Paulo, prestou depoimento na manhã desta terça-feira (10). O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, informou que o manobrista confirmou ter sido o responsável pelo preparo das misturas químicas utilizadas na piscina.
Ele foi identificado como Severino Silva, de 43 anos, e afirmou que realizava o procedimento seguindo orientações enviadas por WhatsApp por um dos sócios da academia. Segundo a polícia, ele trabalha no estabelecimento há cerca de três anos como ajudante-geral.
Segundo a polícia, o funcionário acumulava funções na academia, atuando como manobrista e dando suporte na manutenção da piscina, mesmo sem qualificação técnica ou curso específico para esse tipo de atividade. O delegado afirmou ainda que Severino apenas cumpria ordens do proprietário do estabelecimento.
O delegado falou sobre as conversas por WhatsApp entre o funcionário responsável pelas misturas químicas e os sócios da Academia C4 Gym:
"Ele mandava mensagens, fazia medições da piscina e enviava fotos da piscina e das medições. Um dos sócios da empresa dava as orientações e dizia: 'Põe uma proporção tal de cloro, proporção tal de elevador de pH e dos produtos'. Tudo era feito à distância, sem nenhum contato presencial. Severino não tem nenhuma qualificação para esse tipo de serviço. Ele mesmo declarou que não é habilitado e que nunca fez curso de piscineiro."
A polícia apura o conteúdo das mensagens trocadas por WhatsApp e verifica se parte desse material foi apagada.
O local permanece interditado, enquanto as investigações seguem em andamento. Outra linha de apuração considera a possibilidade de uma mudança recente nos produtos utilizados na piscina, que seriam mais concentrados e de menor custo.
O delegado ressaltou que a combinação de cloros de marcas diferentes é considerada inadequada e pode gerar reações químicas perigosas.
Ainda não há um laudo conclusivo sobre a causa da morte de Juliana Faustino. O exame de necropsia está em andamento, e a perícia deverá indicar o tipo, a concentração e a qualidade dos produtos utilizados.
De acordo com o relato do funcionário, ele fazia a mistura do produto e deixava o balde na borda da piscina; a aplicação na água, no fim do dia, seria feita pelos professores. A polícia afirma que há indícios de crime e trabalha agora para individualizar as condutas e definir a responsabilidade de cada envolvido.






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