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ACIDENTE AÉREO: Perícia revela que os passageiros da Voepass foram avisados sobre a queda da aeronave

16 de ago. de 2024
2 min de leitura

Equipe da Cenipa atuou no local do acidente. (Reprodução)



Mariana Lienemann


A posição dos corpos de grande parte das vítimas revelou que os passageiros adotaram a “posição de emergência”, abraçando as pernas.


Uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, dia 15 de agosto, revelou que as vítimas do acidente aéreo envolvendo o ATR-72 da Voepass foram informadas sobre a queda da aeronave. Conforme publicado pela CNN Brasil, a posição em que os corpos foram encontrados demonstra que eles foram avisados sobre a possibilidade de queda e orientados a adotar a postura de emergência.


As informações foram divulgadas por Claudinei Salomão, Superintendente da Polícia Técnico Científica do Estado de São Paulo. De acordo com sua declaração, a maioria dos corpos estavam na chamada “postura de emergência”, abraçando as pernas e com a cabeça baixa. No entanto, a confirmação só será possível após a emissão do laudo preliminar que deve ser feito pela Cenipa.


“Brace”


A “postura de emergência”, também conhecida como “brace”, tem como objetivo preparar os passageiros para diminuir os impactos causados por uma possível “aterragem” forçada. Para tal, a orientação é de que os passageiros coloquem a cabeça entre os joelhos e abracem as pernas.


Em declaração, Salomão afirmou que a posição dos corpos também auxiliou no trabalho das equipes de perícia, visto que as mãos foram preservadas. “Essa posição em que grande parte dos corpos foram encontrados favoreceu muito o trabalho pericial, pois as mãos estavam íntegras. Isso oportunizou que a identificação papiloscópica fosse feita, reconhecendo as vítimas pelas digitais”.


Com base nestas informações, é possível acreditar que a cabine de comando da aeronave tenha alertado os passageiros sobre a possibilidade de queda. Além disso, a Polícia Científica do Estado de São Paulo também garantiu que é provável que nenhuma das 62 vítimas tenha enfrentado qualquer tipo de sofrimento.


“Uma queda de quatro mil metros em menos de dois minutos faz com que o corpo humano sofra movimentações tão sérias que levam ao desmaio. A morte de todos ocorreu na batida, através dos inúmeros traumas sofridos, mas a tendência é que todos já estivessem desmaiados”.
















 
 
 

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Em homenagem ao Fabiano Bizetto;

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