Retrospectiva 2018: Os fatos mais marcantes do ano


Fonte:metronews.com.br

O ano 2018 chega ao fim e o Metrô News destaca os acontecimentos mais importantes, mês a mês, nesta retrospectiva. Confira.

Janeiro

Febre Amarela – A Organização Mundial da Saúde declarou todo o Estado de São Paulo como uma área de risco para a febre amarela. Até o momento, o Estado registrava 21 mortes por febre amarela.

Transporte por aplicativos – Depois de uma pressão da categoria, o prefeito João Doria (PSDB) aceitou flexibilizar a lei para motoristas de aplicativos de transporte e aceitar veículos com até oito anos de utilização para o serviço.

Paralisação Metroviários – Uma paralisação de 24 horas dos metroviários contra a licitação para concessão das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro atingiu 3,5 milhões de passageiros do Metrô.

Julgamento Lula – O Tribunal Federal da 4ª Região rejeitou o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do tríplex do Guarujá, e aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão.

Fevereiro

Carnaval – O Carnaval de Rua de São Paulo se consolidou como um dos maiores do País ao atrair mais de 12 milhões de foliões. No grande escalão, a escola Acadêmicos do Tatuapé foi a campeã na Capital. Nas festas de rua, a tragédia ficou por conta do estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, 22 anos, que morreu eletrocutado ao encostar em um poste com uma câmera instalada para o Carnaval.

Alagamentos – As fortes chuvas atormentaram a cidade causando alagamentos. No dia 26, um menino se afogou próximo à Rua Leopoldo de Freitas, na Vila Matilde.

Março

Eleição – Após apoio da maioria dos delegados tucanos, João Doria (PSDB) assumiu que deixaria a Prefeitura para ser candidato ao Governo do Estado. Na corrida presidencial, pesquisa do instituto Paraná apontava dúvida dos paulistanos entre votar em Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

Concessão da Iluminação – O prefeito João Doria (PSDB) assinou o contrato de concessão por 20 anos da iluminação pública, no valor de R$ 6,9 bilhões, com o consórcio FM Rodrigues e Consladel. Uma denúncia de suposta propina debatida em um áudio por Denise Abreu, diretora do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), em troca do contrato, a derrubou do cargo.

Greve da Previdência – Professores e servidores públicos de outras categorias se uniram para barrar o projeto de lei que aumentaria a alíquota de contribuição previdenciária de 11% a 19%. Durante audiência na Câmara Municipal, uma professora foi agredida.

Assassinato de Marielle Franco – Ativista pela causa negra, LGBT e dos mais pobres, Marielle Franco, vereadora do Psol pelo Rio de Janeiro, e seu motorista Anderson Gomes, foram executados a tiros enquanto deixavam uma atividade política. A morte chocou o Brasil e o mundo pela brutalidade. A suspeita de execução recaiu sobre milicianos.

Abril

Tremor – Um terremoto na Bolívia, de magnitude 6,8 na Escala Ritcher, gerou reflexos na Capital e fez com que prédios da Avenida Paulista tivessem de ser evacuados.

Prisão Lula – O ex-presidente Lula (PT) teve a prisão decretada. Depois de atos realizados no Sindicato dos Metalúrgico do ABC, o ex-presidente decidiu se entregar e foi encaminhado para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. A prisão tirou Lula da eleição.

Paulistão – Depois de vencer por 1 a 0 no tempo normal, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 4 a 3 nos pênaltis, no Allianz Parque, e foi bicampeão do Paulistão.

Pateo do Collegio – Um dos ícones da fundação da Cidade de São Paulo, o Pateo do Collegio foi pichado com a frase “Olhai por nois”. Três vândalos participaram do ato.

Maio

Edifício Wilton Paes de Almeida – Um incêndio atingiu e derrubou o Edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, no Largo do Paissandu, no Centro, onde viviam 372 pessoas, segundo a Assistência Social da Prefeitura. Nove pessoas morreram.

Dolly – Laerte Codonho, proprietário da fabricante de refrigerantes Dolly, foi preso por suspeita de fraude continuada e estruturada, estimada em R$ 4 bilhões, e acusou a Coca-Cola como responsável pela sua prisão.

Greve dos caminhoneiros – Insatisfeitos com a mudança constante no preço dos combustíveis, principalmente no diesel, caminhoneiros de todo o Brasil fizeram uma greve que durou 11 dias e deixou o País desabastecido de alimentos, combustível, entre outros produtos, e resultou na paralisação de serviços essenciais à população.

Junho

Copa do Mundo – Começou a Copa do Mundo na Rússia. Depois de empatar com a Suíça (1 a 1) e vencer a Costa Rica (2 a 0) e a Sérvia (2 a 0), o Brasil se classificou para as oitavas de final.

Comoção na Tailândia – Depois de mais de duas semanas presos em uma caverna no Extremo Norte da Tailândia, 12 garotos e um técnico de futebol foram resgatados pelas autoridades locais. Todos ficaram presos enquanto fugiam de uma tempestade e buscaram abrigo em uma caverna.

Julho

Copa do Mundo – Depois de bater o México por 2 a 0, a Seleção de Tite frustrou as expectativas do hexa e caiu diante da Bélgica, por 2 a 1, nas quartas de final. A França venceu a Croácia por 4 a 2 e foi bicampeã do torneio.

Vacinação – O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar os baixos índices de vacinação infantil na região. No caso da proteção contra a poliomielite, apenas 30,6% das crianças de até um ano foram atendidas.

Planos de Saúde – A presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia, decidiu barrar a resolução da Agência Nacional de Saúde que permitiria aos planos de saúde cobrar até 40% do valor de cada procedimento realizado do bolso do conveniado.

Agosto

Eleição – Foram definidos os 13 nomes da disputa presidencial: Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (Psol), Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC), João Goulart Filho (PPL) e Cabo Daciolo (Patriotas).

Estudo ruim – Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apontaram que mais da metade dos alunos entre 14 e 17 anos não possuem o conhecimento esperado em Português e Matemática. No caso do ensino médio, sete em cada dez alunos obtiveram resultados insuficientes de aprendizagem nas duas disciplinas.

Lula inelegível – Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram, por seis votos a um, rejeitar o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a legislação, é proibida candidatura de político condenado em órgão colegiado da Justiça. Com isso, o partido tinha dez dias para substituir o candidato.

Setembro

Incêndio no Museu Nacional – Ocorrido em 2 de setembro, as chamas acabaram com 90% das obras raríssimas que estavam expostas no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O maior museu de história natural do Brasil tinha um acervo de 20 milhões de itens, como fósseis, múmias, peças indígenas e livros raros. As péssimas condições do prédio foram apontadas como principal causa do alastramento do fogo.

Facada em Bolsonaro – Em 6 de setembro, o então candidato Jair Bolsonaro (PSL) era carregado nos ombros de apoiadores em Juiz de Fora quando Adélio Bispo de Oliveira se aproximou e desferiu uma facada em sua barriga. A arma atingiu o intestino do deputado federal, que teve que passar por operação na Santa Casa de Misericórdia da cidade. Um dia após o atentado, ele foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein. Só 23 dias depois, ele teve alta hospitalar.

Confirmação Haddad – Com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT confirmou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como candidato à Presidência da República, em 11 de setembro. Ele substituiu Lula, que estava inelegível. Manuela D’Ávila (PCdoB) foi confirmada como candidata a vice na chapa.

Outubro

Bolsonaro e Haddad – Confirmando as pesquisas do final de setembro, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) foram ao segundo turno das eleições presidenciais. Apesar disso, a diferença foi maior do que o esperado: o capitão reformado teve 46,4% dos votos válidos, contra 28,9% do petista. O candidato que seria eleito no fim do mês ganhou totalidade em 16 estados e no Distrito Federal.

Doria e França – No mesmo dia em que o segundo turno presidencial foi conhecido, o Estado de São Paulo também confirmou dois candidatos para disputar a votação após a primeira etapa: João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). O primeiro teve 31,7% dos votos, contra 21,5% do segundo. O ex-vice de Geraldo Alckmin (PSDB) superou Paulo Skaf (MDB) por 0,4% dos votos válidos.

Copa do Brasil – O Cruzeiro bateu o Corinthians por 2 a 1, na Arena, em São Paulo, e conquistou o hexacampeonato da Copa do Brasil, em 17 de outubro. A Raposa se tornou o time com mais títulos na competição, de forma isolada, e ainda virou a primeira equipe a vencer o torneio duas vezes seguidas.

Segundo turno – Depois de uma corrida presidencial bastante polêmica e sem debates para a segunda etapa das eleições, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito novo presidente do Brasil, sucedendo Michel Temer (MDB). Foram 57,7 milhões de votos, o que rendeu um índice de 55%. O petista Fernando Haddad teve 47 milhões de votos. Para o Governo do Estado, João Doria (PSDB) conquistou a vaga com 51,75% dos votos válidos.

Novembro

Cuba sai do Mais Médicos – O governo de Cuba anunciou, em 14 de novembro, que deixaria imediatamente o programa Mais Médicos por supostas críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Segundo ele, no entanto, Cuba decidiu sair do programa pois não aceitou novas condições para a continuidade. Seis dias depois, o Ministério da Saúde abriu edital para contratar 8,5 mil profissionais para o programa.

Viaduto – Na madrugada do dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República, o viaduto da Marginal Pinheiros cedeu e o acidente criou um degrau de 2 metros de altura. Cinco carros passavam pelo local, mas ninguém se feriu com gravidade. A parte do concreto que cedeu pesa 550 toneladas e, no dia seguinte, o viaduto continuou se movimentando, descendo pouco mais de 7 milímetros.

Aumento ministros STF – No fim do mês, o presidente Michel Temer (MDB) sancionou aumento de 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em contrapartida, o ministro Luiz Fux revogou o auxílio-moradia para juízes e membros do Ministério Público. Mesmo assim, a estimativa do titular da pasta do Planejamento, Esteves Colnago, o impacto do aumento do reajuste nas contas públicas chegaria a R$ 1,6 bilhão por ano.

Brasileirão – Com uma vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro, o Palmeiras se tornou decacampeão brasileiro. A equipe comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari ficou 23 jogos sem perder no torneio, um recorde na era dos pontos corridos com 20 equipes. Dudu foi eleito o craque do torneio.

Dezembro

Ministério do Trabalho – Depois de confirmar a extinção da pasta e voltar atrás na decisão, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) resolveu anunciar, de forma oficial, por meio do ministro extraordinário de transição Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que o Ministério do Trabalho vai deixar de existir e suas atribuições serão divididas entre os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Economia e da Cidadania.

Polêmicas Libertadores – Depois de adiar o primeiro jogo da final da Libertadores da América em um dia, por conta das fortes chuvas que caíram em Buenos Aires, ainda no fim de novembro, a Conmebol transferiu a segunda partida para a Espanha. A decisão ocorreu porque torcedores do River Plate atacaram o ônibus do Boca Juniors no dia da decisão. No Santiago Bernabéu, o River fez 3 a 1 no rival e se sagrou campeão do torneio.

João de Deus – Em entrevista exibida no dia 7 de dezembro, o programa Conversa com Bial mostrou a primeira denúncia de abuso sexual contra o médium João de Deus. A coreógrafa holandesa Zahira Leeneke Maus foi a responsável por contar seu caso. Isso desencadeou mais de 500 denúncias de mulheres em todo o mundo contra ele. O médium foi preso e se diz inocente das acusações.

Bolsonaro diplomado – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi diplomado em 10 de dezembro, durante cerimônia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em seu discurso, ele agradeceu a Deus por estar vivo, defendeu o resultado das eleições e comemorou, ainda, o voto popular e a decisão da maioria dos eleitores. A entrega do diploma oficializou o resultado eleitoral e dá direito ao eleito de assumir o mandato.

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