SÓ PARA MULHERES: Violência contra a mulher
Nessa semana com a correria do dia a dia , que todas as mulher tem não tive muito tempo para ligar a TV só passei os olhos pela tevê aberta nos intervalos de uma passada de pano na casa , e uma tirada de pó do moveis . E em todos esses flashs de contato com o mundo lá fora, me chegaram histórias de violência contra a mulher. Nenhuma novidade. No Brasil uma mulher é morta a cada duas horas. Mata-se mais mulheres aqui do que na Síria em guerra. Os casos de estupro têm números de epidemia. Descobri que estou cansada de tudo isso. Cansada de ver reportagens e mais reportagens sobre mulheres violentadas e mortas. Cansada das notícias de mulheres que denunciam a violência dos companheiros e terminam assassinadas. Cansada das campanhas contra o assédio, contra o machismo, contra o descaso, contra o fiu fiu, contra qualquer coisa. E antes que alguém me interprete mal, reconheço o objetivo de trazer à tona a discussão sobre o assunto que move todas elas. O que me cansa é que, aparentemente, de nada adianta falar, falar e falar. Ninguém faz nada. Será que é muito difícil entender que estupro é crime e deveria ser punido como tal? E que, como em qualquer outro tipo de crime, a punição rigorosa desestimula novos casos? Se a origem do problema é cultural ou não (eu estou convencida de que sim) nem vem ao caso nesse momento. Nossa obrigação é conter a tragédia, parar de achar normal que mulheres apanhem e morram, que não se deve entrar em briga de marido e mulher. Assédio, agressão, estupro e assassinato são crimes para os quais deveria haver cadeia, penas maiores, sem primariedade ou atenuantes. Simples assim. A seriedade na punição, associada a medidas que considerem as relações de dependência entre agressor e vítima, redes de atendimento mais eficientes e bem distribuídas e o acompanhamento permanente das metas estabelecidas resolveria o problema. O nosso problema é que ninguém quer ver o que está acontecendo. Como é que se pode imaginar um país minimamente desenvolvido no qual, segundo o Atlas da Violência 2017, 13 mulheres são assassinadas todos os dias? Esse número aumenta todo ano e essas estatísticas não são tratadas como prioridade de Estado. É muita vontade de não enfrentar uma questão que está na nossa cara. Um problema que não tem partido político nem ideologia e que muita gente que concorda que o agressor é um covarde não tem coragem de enfrentar. O que me cansa é que, aparentemente, de nada adianta falar, falar e falar. Ninguém faz nadaNessa semana com a correria do dia a dia , que todas as mulher tem não tive muito tempo para ligar a TV só passei os olhos pela tevê aberta nos intervalos de uma passada de pano na casa , e uma tirada de pó do moveis . E em todos esses flashs de contato com o mundo lá fora, me chegaram histórias de violência contra a mulher. Nenhuma novidade. No Brasil uma mulher é morta a cada duas horas. Mata-se mais mulheres aqui do que na Síria em guerra. Os casos de estupro têm números de epidemia.Descobri que estou cansada de tudo isso. Cansada de ver reportagens e mais reportagens sobre mulheres violentadas e mortas. Cansada das notícias de mulheres que denunciam a violência dos companheiros e terminam assassinadas. Cansada das campanhas contra o assédio, contra o machismo, contra o descaso, contra o fiu fiu, contra qualquer coisa. E antes que alguém me interprete mal, reconheço o objetivo de trazer à tona a discussão sobre o assunto que move todas elas. O que me cansa é que, aparentemente, de nada adianta falar, falar e falar. Ninguém faz nada.

Rita de Cassia Ferreira
Formada em administração de empresas, mãe, filha e esposa,Presidente Municipal do partido Solidariedade, idealizadora dos projetos: Divas, Flor de maio, Cartão Vermelho na violência doméstica, carinho sim, violência não! Novas Mulheres, Politica para Mulheres e mulheres para politica.
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