EMPREGO: Estudo aponta 30 profissões que estão surgindo com a indústria 4.0


Fonte: Jornalestacao.com.br

Não há dúvida de que a corrida tecnológica vem impactando fortemente as profissões em diversos países do mundo, criando, inclusive, novas atividades para atender a uma demanda crescente do mercado que busca se atualizar frente aos concorrentes. No Brasil, instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), responsável pela formação profissional, confirmam a tendência dessa revolução.

Baseado neste cenário, estudo divulgado pelo Senai mostrou que 30 novas profissões vão surgir ou ganhar mais relevância com a chamada indústria 4.0, conceito relacionado às chamadas fábricas inteligentes, da quarta revolução industrial, determinada pelas tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial.

As novas profissões foram identificadas em oito áreas que o estudo realizado pelo Senai considera com aquelas que serão mais impactadas pelas novas tecnologias relacionadas à indústria 4.0: setor automotivo; alimentos e bebidas; construção civil; têxtil e vestuário; tecnologias da informação e comunicação; máquinas e ferramentas; química e petroquímica; e petróleo e gás.

Entre essas profissões estão as de mecânico de veículos híbridos e mecânico de telemetria (automotivo); técnico em impressão de alimentos (alimentos e bebidas); técnico em automação predial (construção civil); engenheiro em fibras têxteis (têxtil e vestuário); engenheiro de cibersegurança especialista em big data (tecnologia da informação); projetista para tecnologias 3D (máquinas e ferramentas); técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos (química e petroquímica); e especialista para recuperação avançada de petróleo (petróleo e gás).

O trabalho do Senai destaca que o potencial transformador é maior em alguns setores, entre eles o automotivo. A explicação está no desenvolvimento de tecnologias como a dos carros híbridos e a evolução de ferramentas veiculares como os computadores de bordo, cada vez mais utilizados pelos fabricantes como um atrativo de vendas e comodismo para o motorista. A expectativa é que tecnologias como robótica colaborativa e comunicação entre máquinas por meio da internet das coisas impactem tanto as etapas de concepção quanto as de produção da área automotiva.

Nova indústria 4.0 quer conhecimento tecnológico e competência relacional

Criatividade, empreendedorismo e a capacidade de trabalhar em equipe tendem a “valer ouro” no garimpo por novos profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais influenciado pelas novas tecnologias. E esses valores, segundo uma prospectiva pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), independem do segmento econômico.

Para apontar a tendência para os requisitos cobrados dos profissionais do futuro, o órgão ouviu representantes de empresas, de sindicatos de trabalhadores, de universidades e comitês técnicos setoriais de pelo menos 20 áreas econômicas. “As estruturas empresariais hoje são menos verticalizadas, são mais horizontais e flexíveis. Equipes que trabalham de forma colaborativa são essenciais para se obter ganhos de produtividade e eficiência”, explicou Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai.

A maior importância das competências socioemocionais significa, por exemplo, que, no caso de um técnico em química, os empregadores vão priorizar, na seleção dos candidatos, não apenas os conhecimentos em nanotecnologia e sistemas digitais, mas também a capacidade de pensamento crítico, adaptabilidade, flexibilidade e atenção a detalhes. Empresários da área de alimentos e bebidas tendem a buscar um operador de processamento de grãos, por exemplo, pelas noções de automação de controle e processos, de aplicativos de software, mas também pela capacidade de comunicação, gestão de tempo e aprendizagem ativa.

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